A GAIVOTA OU MANUAL DE ETIQUETA PARA O RITUAL DO SUICÍDIO
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A GAIVOTA OU MANUAL DE ETIQUETA PARA O RITUAL DO SUICÍDIO

Agosto 24, 2015 0 Comentarios BLOG DICAS TEATRAIS por Gambiarra

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O PROJETO

Livremente inspirado em A Gaivota, de Anton Tchekhov, o espetáculo estuda o teatro, a relação entre os atores, entre os atores e a plateia e de todos com a passagem do tempo.

Assim como o jovem Cóstia, o personagem tchekhoviano que se esforça para criar um espetáculo que dê vazão a seus impulsos artísticos e éticos, o grupo é formado por jovens artistas interessados em apresentar algo que expresse suas urgências, desejos e medos.

Baseados nas noções de teatro performativo postuladas por Josette Féral, planejamos expor no espaço cênico as relações entre os personagens, e o jogo que surge a partir da dinâmica entre os intérpretes e da relação entre intérpretes e plateia. Nosso objetivo é instaurar, na área cênica, uma atmosfera elétrica de expectativa, prazer, insegurança e dinamismo típicas de uma noite de estreia – e igual à descrita no primeiro ato d’A Gaivota. Assim, desejamos criar um espetáculo cujo tema seja a dor e o prazer inerentes à criação artística – seja a de Cóstia, seja a nossa.

A ENCENAÇÃO

A Gaivota, ou Manual de Etiqueta Para o Ritual do Suicídio se passa num não-lugar. Num ponto de intersecção entre nossa sala de ensaios, o teatro onde nos apresentamos, ou o teatro onde Cóstia apresentaria sua peça no texto de Tchekhov.

A montagem tem como norte a fuga do realismo e da negação da quarta parede, assumindo para o público que as pessoas em cena são atores fazendo teatro. Mais do que assumir, para a plateia, as personalidades dos atores e os expedientes e mecanismos que dão forma ao nosso espetáculo, gostaríamos de convidar o espectador a adentrar a cena, a fazer parte do espetáculo de modo ativo.

Para tanto, planejamos num espetáculo de arena, com cadeiras dispostas ao redor da área cênica, aproximando o público da ação e dos atores e facilitando o diálogo entre ambos. O público será incentivado a ficar confortável no espaço, podendo descalçar os sapatos, dançar com os atores e comer, durante o espetáculo, a comida que é servida em cena. É nosso intuito que o público se sinta como se fosse de casa, as pessoas devem se sentir íntimas dos atores e convidados de honra no dia da estreia do texto de Cóstia, compartilhando com os atores do clima de ansiedade e alegria que se instaura nas noites de abertura.

Não contaremos com cenário, garantindo que as pessoas – plateia e atores – estejam em foco e que o jogo cênico se dê a partir da relação entre elas e o espaço teatral. Planejamos assumir a arquitetura do espaço, e os elementos que estejam presentes nele – araras, espelhos, escadas de serviço e etc -, reforçando ao público que estamos todos num ambiente teatral, e fugindo de qualquer possibilidade de ilusão realista.

A SINOPSE

A partir do clássico A Gaivota, de Anton Tchekhov, o Coletivo Inominável propõe uma montagem não realista e fortemente apoiada no sarcasmo onde o foco é investigar o fazer artístico como forma de evitar a morte.

Entre o texto de Tchekhov, depoimentos pessoais, noções de física aplicada, astronomia, e os processos biológicos de decomposição do corpo, quatro atores refletem sobre o tempo, o teatro, e o ritual do suicídio.

Direção: Fernando Pivotto

Assistência de direção: Stephanie Tayar

Com: Beatriz Cugnasca, Cezar Zabell, Ingrid Veríssimo e Jaqueline Chile

Datas: De 28 de agosto a 18 de setembro, sextas-feiras, às 20h.

Local: Teatro Experimental Anhembi Morumbi. Rua Doutor Almeida Lima, 993, Mooca. Próximo à estação Bresser-Mooca de Metrô.

O COLETIVO

Fernando Pivotto

Formado em licenciatura e bacharelado em Teatro na Universidade Anhembi Morumbi. Participou do Programa de Iniciação Científica da UAM, pesquisando os efeitos do sistema Stanislavski no trabalho do ator aprendiz (2014).

Atuou nos espetáculos Macbeth (2014) e Na Real (2012), projeto de circulação dos Satyros, e atuou no curta-metragem Mixtape (2013) de Paulo Myiada, exibido da Mostra Paralela do 30º Festival de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil. Fez parte do Núcleo Cênico Bazar, atuando nos espetáculos Missa do Galo (2007-2008), Ira (2008-2011) e DDP 4469 (2009), contemplado com o edital de ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet, da FUNARTE. Colabora com o coletivo CUCA, participando dos espetáculos Hechos Consumados (2012) e Tu Decides (2014), participantes do 26º e 28º Festival ENTEPOLA, do Chile.

Colaborou com a revista ANTRO_POSITIVO, publicando uma crítica na edição especial sobre a MITsp de 2015.

Stephanie Tayar

Formada em bacharelado e licenciatura em Teatro da Universidade Anhembi Morumbi. Foi atriz colaboradora do processo de iniciação científica sobre o sistema Stanislavski (2014) coordenado por Fernando Pivotto.

Participou de montagens de musicais como Wicked, Grease (2014), Hair (2013) e Hairspray (2013), como Tracy Turnblad, todos com direção de Maiza Tempesta. Atuou como Bruxa Boa na montagem de O Mágico de Oz (2013) realizada pela Cia. Tearte.

Vencedora do prêmio de melhor cantora do concurso Cult In Music realizado pela Cultura Inglesa em 2007. Atualmente ministra aulas de teatro na escola Bella Dona Ballet.

Beatriz Cugnasca

Formada em bacharelado e licenciatura em Teatro da Universidade Anhembi Morumbi. Atriz formada pelo Teatro Escola Célia Helena, foi dirigida por Ademir Emboava, Rafael Mazine, Ednaldo Freire, Joana Dória, Daves Otani, Dagoberto Feliz e Simoni Boer.

Palhaça e atriz da Patafísica Cia. Participou da ONG Operação Arco-íris, com palhaço em hospital. Estudou com Léo Bassi (Espanha), Marcelo Salvinhone (Argentina), Chacovachi (Argentina), Cláudio Thebas, Gabriella Argento, Joana Barbosa, Rhena de Faria, Bete Dorgam, Dagoberto Feliz, Paola Muzatti, Vera Abbud, entre outros.

Cezar Zabell

Formado na Oficina de Atores Nilton Travesso e atualmente cursando bacharelado e

licenciatura em Teatro na Universidade Anhembi Morumbi.

Trabalhou como assistente de direção na montagem A Chorus Line (2014) no Espaço Shiva Nataraj e atualmente é auxiliar de direção no espetáculo de dança Ausência da Cia Corpo Molde.

É fundador, diretor e dramaturgo do Grupo Infinito de Teatro, em processo de montagem com a peça Sintonia Efêmera. Como cenógrafo, participou da montagem Perdoa-me Por Me Traíres (2013) no Teatro Irene Ravache, sob a direção de Lúcia Veríssimo.

Ingrid Veríssimo

Formada em teatro pela escola Atelier International de Théâtre Blanche Salant

& Paul Weaver (Paris/França - 2013). Atuou como protagonista nas peças La plus forte de A. Strindberg (2013) e Electra de Sófocles (2012),  integrou o elenco das peças La mort et le medicin de J. Tardieu (2010) e L´Equerissage pour tous (2010), ambas dirigidas por Jean Philippe Montefiori (Courbevoie/França). Em 2010 também participou da produção da peça Le jardinière de la mer Rouge, dirigida por Franck Cabot-David (Paris/França).

No Brasil, foi dirigida por Aline Ferraz na peça 202m2, teatro documentário com texto coletivo (SP/2014).

Jaqueline Chile

Cursando curso de licenciatura e bacharelado em Teatro na Universidade Anhembi Morumbi.

Atuou na peça Til (2012) e participou dos projetos Dando Vida Às Palavras e Cantando nas ruas, da Cia. Tongos de Teatro, no mesmo ano. Em 2013, atuou, dirigiu e adaptou para os palcos Um Homem Célebre, de Machado de Assis, além de ter

ter participado dos elencos dos espetáculos Eduardo e Mônica, baseado na música da banda Legião Urbana, e Teatro a Vapor, de Arthur de Azevedo, dirigida por Deborah Serretiello.

Em 2014, atuou na peça A Oitava Página, baseada na obra de Nelson Rodrigues, com direção de Simoni Boer. Ainda em 2014, estagiou no curso de Teatro Musical Infantil no Espaço Shiva Nataraj.